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segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Resenha "Helena" - Machado de Assis

Comentário: Creio que "Helena" me tocou e mexeu mais comigo do que o famoso "Dom Casmurro" (não desmerecendo este).
Este primeiro não trás consigo muitos aspectos políticos e sociais da época como os clássicos mais famosos de Machado, porém se pode percebê-los nas entrelinhas, e isso é uma coisa que eu acho muito interessante, porque a pessoa que está atenta à leitura acaba aprendendo sobre esses aspectos indiretamente, como se eles fossem parte do conto (e realmente são).
Não tem como não amar a forma como Machado conta o romance. Se antes eu tinha por seus livros admiração, hoje eu sou fã.
Super recomendo o livro, principalmente aos que gostam de se surpreender até as últimas linhas.

Resenha: O livro é escrito em terceira pessoa, com um narrador onisciente (que sabe sobre tudo o que acontece com todos), e toda história se passa em uma fazenda na zona rural do Rio de Janeiro do século XIX.
A história se iniciou com a morte do conselheiro do Vale, dono de tal fazenda, pai de Estácio e irmão de D. Úrsula. Quando o conselheiro morre, ele deixa um testamento em que revela que tem uma filha chamada Helena, que era filha de uma de suas tantas aventuras e que ela deveria se mudar para a casa na fazenda e ser tratada e amada como se criada junto da família.
D. Úrsula ficou inconformada, disse que não aceitava e recebeu total apoio do Dr. Camargo, cuja filha namorava Estácio.
Já a impressão deste foi totalmente diferente. Ele pensava que era uma situação nova e diferente, mas se era a vontade de seu pai, ele iria fazer da forma que ele pediu.
E foi assim, Helena foi para a casa da fazenda, foi bem recebida, mas com muito receio da parte de D. Úrsula, que não cedia aos caprichos da menina. Apesar de tudo Helena trazia muita felicidade para a casa que ficara vazia de alegria e entusiasmo de uma garota.
Foram passando os dias e Estácio e Helena criaram um vínculo muito forte. Saíam a passeios à cavalo e conversavam muito. D. Úrsula adoeceu e Helena cuidou dela com todo zelo e cuidado, conseguindo manter a casa em ordem, como se D. Úrsula não estivesse doente.
Certo dia, em um dos passeios matinais à cavalo dos dois irmãos, eles passam a frente de uma casinha velha, na beira da estrada e Helena se interessa muito pela casa, mas os dois vão embora.
Depois daquele dia, Helena passa a fazer passeios quase todas as manhãs, somente ela e o pajem. E um dia, Estácio estava caçando por volta das seis horas da manhã e quando passa na estrada, em frente a casa, vê Helena e o pajem saindo de trás do muro.
O mistério da história gira em torno desse acontecimento, mas principalmente da descoberta de um amor, que é cortado pelas impossibilidades, porém é intenso, verdadeiro e puro.
É realmente uma história surpreendente. Está recomendado, pessoal, leiam!


sábado, 29 de novembro de 2014

Resenha: Dom Casmurro

Comentário: Quando iniciei a leitura desse livro, fiquei um tanto entediada (espero que algum leitor aqui se identifique comigo). Mas é impossível não se prender na narrativa de Machado que conta a história de Bentinho e seu amor pela jovem dos olhos de cigana oblíqua e dissimulada, Capitu.
Acho que se você tem de fazer algum trabalho escolar sobre este livro e está com preguiça, devia criar coragem e ler, porque eu creio que não haverá arrependimento algum ao término da leitura.
Eu não me arrependi, e como eu sempre digo, a cada vez que leio um livro nacional, me encanto mais pela literatura brasileira. Este, como tantos outros, engrandece a literatura da nossa nação!
Sem mais delongas, vamos a resenha.


Resenha: Dom Casmurro, como as outras obras realistas de Machado de Assis, se passa no Rio de Janeiro, no século XIX, incluindo muitos detalhes da vida, costumes e até mesmo a arquitetura daquela época.
A história se inicia com Bentinho retratando como conseguiu o apelido de Dom Casmurro e depois ele começa a narrativa que conta desde a sua infância até o desfecho do conto.
Bentinho era filho de Dona Glória e morava com Tio Cosme, prima Justina e o agregado José Dias. Seu pai morrera quando era ele ainda pequeno e mudaram-se para a casa na cidade. Sua mãe, por ter dificuldades de ter filhos, quando Bentinho nasceu, o prometeu ao seminário. Porém algo estava para mudar essa sina.
A família era vizinha do "velho Pádua", pai de Capitu. Ela e Bentinho, desde pequenos estavam sempre juntos e prometeram entre si de se casarem, mesmo que para isso Bentinho tivesse de deixar o seminário.
E isto ocorreu, com ajuda do agregado José dias, Bentinho deixa o seminário e se casa com Capitu e depois de muitas dificuldades para arranjar um filho, nasce Ezequiel. 
A grande incógnita da história se dá quando o grande amigo de Bentinho, Escobar (ex-seminarista e comerciante) vem a falecer. No velório, por culpa de um olhar de Capitu, tudo desmorona. É a partir daí que se inicia a decadência do romance de Bentinho e Capitu. Mas o final, o leitor terá de tomar a conclusão por conta própria.
Capitu traiu, ou não, Bentinho?